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Presidente de Cuba denuncia EUA por 'agressão incessante' contra seu país

Miguel Díaz-Canel denunciou que todas as medidas tomadas por Washington visam "privar o país da capacidade de satisfazer as necessidades fundamentais" de seu povo.
Presidente de Cuba denuncia EUA por 'agressão incessante' contra seu paísGettyimages.ru / Thierry Monasse

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou, na quarta-feira (24) no X, os Estados Unidos de travar "uma agressão incessante" contra a nação caribenha devido à sua impotência em ver Havana derrotada.

O presidente denunciou que todas as ações e medidas de Washington visam "privar o país da capacidade de atender às necessidades fundamentais" de seu povo, com "ataques contra fontes de renda, acesso a canais financeiros, fornecimento de combustível e transferência de tecnologia".

"O governo acredita que nenhum país pode funcionar e sobreviver sob uma guerra tão implacável. O efeito é concreto e brutal, disso não há dúvida; mas eles estão surpresos com nossa capacidade de resistir e criar", concluiu

As declarações ocorrem após Washington sancionar cinco entidades cubanas na terça-feira (23), três delas ligadas ao Grupo de Administração de Empresas SA (GAESA), em uma nova ação contra Havana. 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou que entre as empresas penalizadas estão duas que "geram receitas para Cuba através da exploração das reservas minerais e metálicas da ilha , incluindo a empresa estatal cubana GeoMinera".

Ameaças a Cuba 

  • Em 29 de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara uma "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país norte-americano e da região. O texto acusa o governo cubano de se alinhar com "numerosos países hostis", de acolher "grupos terroristas transnacionais" e de permitir a implantação na ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.
  • Com base nessas alegações, foi anunciada a imposição de tarifas aos países que vendam petróleo à nação antilhana, às quais se somam ameaças de represálias contra aqueles que atuem contra a ordem executiva da Casa Branca.
  • A medida ocorre em meio a uma escalada entre Washington e Havana, que, sistematicamente, rejeitou essas alegações e advertiu que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo estadunidense com fins puramente pessoais".
  • Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado com numerosas medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.