Na quarta-feira (1⁰), o CEO da empresa americana de software Palantir, Alexander C. Karp, afirmou ser "o CEO que mais apoia Israel publicamente" e que Israel "está do lado do bem".
A Palantir virou o alvo das críticas por questões éticas relacionadas ao desenvolvimento de inteligência artificial (IA) e ao seu apoio às ações militares de Israel na Faixa de Gaza.
"Sou o CEO que mais apoia Israel publicamente, e isso é verdade", disse.
"Vocês querem um país que às vezes pode ser difícil como parceiro, ou querem parceiros que não tenham um setor tecnológico forte?", questionou Karp em um programa da CNBC News.
"Neste mundo, ter um país plenamente desenvolvido, independente e alinhado, que nem sempre concorda conosco, é muito melhor do que o que temos na Europa", acrescentou.
Uso no campo de batalha
Em meados de março, Cameron Stanley, chefe da divisão de IA e tecnologia digital do Departamento de Defesa dos EUA, demonstrou publicamente como o sistema Maven da Palantir acelerou significativamente a seleção e o engajamento de alvos durante operações militares.
Essa ferramenta de vigilância baseada em IA analisa imagens de satélite em tempo real para processar dados de inteligência e apoiar as campanhas militares do Pentágono, particularmente a agressão contra o Irã.
Em março, Alex Karp havia declarado que o Maven proporcionava a Washington e seus parceiros no Oriente Médio uma vantagem crucial.
O papel da Palantir nas operações militares dos EUA tornou-se alvo de intensa controvérsia após o ataque mortal a uma escola feminina em Minab, ocorrido no primeiro dia da ofensiva contra o Irã.