Alexander C. Karp, diretor-executivo da empresa de software Palantir, frequentemente criticada por supostas questões éticas relacionadas ao desenvolvimento de sua inteligência artificial e por seu apoio a Israel na Faixa de Gaza, está constantemente no centro das atenções devido ao seu comportamento excêntrico, às suas opiniões sobre os problemas da sociedade americana e à sua influência na indústria de defesa.
Sua trajetória profissional começou em 2000, quando utilizou uma herança para fundar a empresa de investimentos Caedmon Group, com escritórios em Londres e Nova York. Quatro anos depois, se uniu a Peter Thiel, seu ex-colega da Universidade Stanford, para cofundar a Palantir Technologies. Desde 2015, também integra o conselho de administração da revista The Economist.
Origens
Nascido em Nova York em 2 de outubro de 1967, Karp possui sólida formação acadêmica. Formou-se em Filosofia pelo Haverford College em 1989 e estudou na Faculdade de Direito de Stanford. Concluiu sua trajetória acadêmica com um doutorado em teoria social neoclássica pela Universidade Goethe de Frankfurt, na Alemanha, em 2002.
Karp é filho de um pediatra judeu e de uma artista afro-americana, ambos ativistas sociais de esquerda, que o criaram nos subúrbios da Filadélfia ao lado de seu irmão, Ben. Ele nunca se casou. Embora alguns grupos o identifiquem como afro-americano, prefere não se associar a nenhuma etnia específica.
Crenças
Até o momento, Karp publicou apenas um livro, A República Tecnológica: Poder Duro, Pensamento Fraco e o Futuro do Ocidente, lançado em 2025, cujas teses são retomadas no "Manifesto Palantir".
As crenças de Karp abrangem um amplo espectro. Ele se define como "progressista, mas não 'woke'", e sua posição política evoluiu do apoio a Kamala Harris em 2024 para um alinhamento com o governo de Donald Trump.
Além disso, é um firme defensor de Israel, tendo classificado os protestos anti-Israel como uma "infecção dentro da sociedade" americana.
Para Karp, o conflito na Ucrânia representa um "teste" da visão da Palantir sobre a guerra moderna, e ele considera "muito provável" que os EUA acabem envolvidos em uma guerra em três frentes contra China, Rússia e Irã.
Além disso, sustenta que a inteligência artificial inevitavelmente eliminará empregos na área de humanidades.
Informações de interesse:
- Fala alemão e francês;
- Tem transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH);
- Participa de encontros do Clube Bilderberg;
- Não sabe dirigir porque, segundo ele, antes era "pobre demais" e agora é "rico demais" para fazer isso;
- Dá aulas de meditação ocasionalmente;
- É apaixonado por esportes.