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UE está de olho em terras raras do Brasil

Segundo a reportagem da Bloomberg, tanto o Brasil quanto a União Europeia têm grande interesse em construir cadeias de suprimentos mais resilientes, diversificadas e sustentáveis.
UE está de olho em terras raras do BrasilGettyimages.ru / Ricardo Lima

A União Europeia (UE) está promovendo uma parceria estratégica com o Brasil no setor de terras raras, elementos essenciais para as transições verde e digital, bem como para as indústrias aeroespacial e de defesa, informou a Bloomberg nesta quarta-feira (1º).

A matéria destaca que este foi um dos objetivos da visita de Jozef Síkela, comissário europeu para Parcerias Internacionais, ao país na semana passada. Durante o encontro, o comissário promoveu investimentos em energia limpa, matérias-primas críticas, infraestrutura e transporte digital.

O texto ressalta que tanto o Brasil quanto a UE têm grande interesse em construir cadeias de suprimentos mais resilientes, diversificadas e sustentáveis, para as quais o estabelecimento de alianças de longo prazo, que gerem valor, é fundamental.

O próximo alvo estratégico

A UE busca novos parceiros e considera o Brasil um ator global na área de minerais críticos — recursos indispensáveis para a indústria automotiva, os setores de defesa e aeroespacial, além da produção de chips de inteligência artificial e data centers.

O bloco econômico já possui acordos de cadeia de valor de terras raras com a Argentina e o Chile, tornando o Brasil o próximo alvo estratégico em uma região de peso significativo no setor. Segundo a Organização Latino-Americana e Caribenha de Energia (OLAC), a América Latina e o Caribe respondem por 25% da produção mundial de minerais estratégicos, vitais para a transição energética global.

O cobre e o lítio são prioridades devido à sua importância para a eletrificação, redes elétricas, baterias e mobilidade elétrica, embora níquel, grafite e outros elementos de terras raras, cruciais para tecnologias limpas, também sejam importantes.