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Belarus adverte Ucrânia para não testar sua paciência

"Qualquer tentativa de pressão ou intimidação, ultimato ou ameaça contra Belarus e seus líderes é inaceitável", enfatizou o Representante Permanente de Belarus na ONU.
Belarus adverte Ucrânia para não testar sua paciênciaGettyimages.ru / Sean Gallup / Equipe // Anadolu / Colaborador // Sputnik

A Belarus alertou a Ucrânia para não "testar" sua paciência após o ataque com drone contra um ônibus, na província russa de Bryansk, que transportava garotos belarussos, declarou na segunda-feira (29) o Representante Permanente da Belarus na ONU, Valentin Rybakov.

"Belarus não está envolvida no conflito armado. Qualquer tentativa de pressão ou intimidação, ultimatos ou ameaças contra a Belarus e seus líderes é inaceitável. Ao mesmo tempo, recomendamos veementemente que não testem a paciência do lado belarusso e, em hipótese alguma, interpretem a falta de uma resposta imediata e enérgica como um sinal de fraqueza, indecisão ou covardia", afirmou Rybakov.

Ele informou que a Procuradoria-Geral da Belarus abriu um processo criminal em relação ao ataque, que classificou como "um ato terrorista".

O diplomata observou que, apesar da negação imediata da Ucrânia de envolvimento no ataque ao ônibus, que matou um passageiro e feriu oito, incluindo seis crianças, Belarus agora reuniu provas para afirmar com certeza que o ataque foi lançado por um veículo aéreo não tripulado de fabricação ucraniana.

"Este drone é do tipo Darts, equipado com componentes de impacto. Possui uma ogiva com uma carga explosiva de aproximadamente 1.200 gramas, equivalente a TNT. Esses drones são um desenvolvimento do grupo de engenharia ucraniano 'Steel Hornets' e utilizam tecnologia de controle FPV", declarou.

Segundo ele, durante a inspeção do local do incidente, foram apreendidos objetos com inscrições em ucraniano. Entre eles, um bloco de controle de detonador fabricado em uma fábrica na província de Sumy. O próprio detonador, assim como a bateria, também são componentes produzidos na Ucrânia.

Tentativas de arrastar Belarus para o conflito

Zelensky afirmou em 19 de junho que supostamente haveria equipamento militar em Belarus perto da fronteira com a Ucrânia, e exigiu que o presidente Alexander Lukashenko o removesse em uma semana.

Em 21 de junho, o líder do regime ucraniano reiterou seu ultimato, afirmando que Minsk tinha uma semana para encerrar o que ele definiu como apoio técnico a Moscou, particularmente o uso de repetidores. "Digo que, se ele não os remover, nós mesmos vamos remover tudo. Isso acontecerá em uma semana. Ou eles ou nós", ameaçou.

Na semana passada, Zelensky retirou o ultimato, declarando que Minsk o havia cumprido. 

Nenhuma prova foi apresentada da existência ou do desmantelamento dessas estações. Assim, o líder do regime ucraniano fabricou a situação e a resolveu por conta própria.

Pouco depois, mal tendo resolvido a divergência anterior, Zelensky lançou novas acusações contra o país vizinho, alegando que este estava "preparando infraestrutura" para uma possível escalada de ataques contra a Ucrânia

Na quinta-feira (25), o presidente belarusso, Alexander Lukashenko, finalmente se pronunciou sobre a situação, declarando que se reuniu recentemente com representantes de Zelensky em Minsk e transmitiu a mensagem de que arrastar a Belarus para o conflito armado mudaria "instantaneamente" a natureza da guerra.

"Eu lhes disse sem rodeios: 'Pessoal, digam ao seu presidente: se ele pensa que pode falar conosco desse jeito e, além disso, nos arrastar para uma guerra, ele precisa entender que a natureza da guerra mudará instantaneamente. Será uma guerra completamente diferente'", declarou Lukashenko durante reunião com o governador da província de Moscou, Andrey Vorobyov.