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Rússia diz que Kiev passou 'das ameaças às ações práticas' contra Belarus

O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Mikhail Galuzin, classificou o ataque contra o ônibus com crianças belarussas como uma "incursão nazista".
Rússia diz que Kiev passou 'das ameaças às ações práticas' contra BelarusGettyimages.ru / Uldis Zile

O regime de Kiev passou das ameaças verbais contra Belarus para ataques terroristas, afirmou nesta segunda-feira (29), em entrevista à RTVI, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin.

Na terça-feira (17), as forças ucranianas atacaram com um drone um ônibus de uma equipe infantil de futebol de Belarus, matando uma pessoa e ferindo outras seis.

"Com essas ações, com o assassinato deliberado de civis, com o ataque intencional contra um alvo absolutamente civil — um ônibus que transportava crianças para participar de competições esportivas —, o regime de Kiev demonstrou que, por assim dizer, passou das ameaças verbais contra Belarus, que seu líder, (Vladimir) Zelensky, vinha fazendo recentemente, para ações práticas", disse Galuzin.

Ele acrescentou que decisões tão bárbaras exigem uma resposta firme. Galuzin ressaltou que Minsk e Moscou condenaram essa ação terrorista e a "incursão nazista" do regime de Kiev.

Arrastar Minsk para o conflito

As autoridades belarussas também denunciaram que o drone ucraniano estava equipado com elementos de fragmentação destinados a provocar um grande número de vítimas entre os passageiros, além de destruir o veículo.

Representantes do Parlamento de Belarus afirmaram que o objetivo do ataque terrorista era "arrastar Belarus e toda a Europa para o conflito armado" em torno da Ucrânia.

Por sua vez, o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, voltou a ameaçar Alexander Lukashenko e lhe deu uma semana para interromper o apoio técnico a Moscou, em particular o uso de repetidores. "Estou dizendo que, se ele não os retirar, nós mesmos retiraremos tudo", ameaçou.

Zelensky já atacou Lukashenko em diversas ocasiões por suas relações estreitas e amistosas com a Rússia. Em fevereiro de 2026, impôs sanções ao presidente belarusso e acrescentou que trabalharia com seus parceiros para que a medida "tivesse um efeito global".