A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, respondeu nesta segunda-feira (29) à nova licitação da OTAN, que visa o desenvolvimento de sistemas avançados destinados aos interesses do regime de Kiev.
Ela ressaltou que "as ações são temerariamente agressivas e a aliança entre a Ucrânia e a OTAN fornecem ao Exército russo motivos adicionais para dedicar maior atenção a qualquer empresa envolvida no desenvolvimento e na fabricação de armamentos" utilizados contra a Rússia.
Segundo a diplomata, Moscou avaliará a situação atual e "as perspectivas de um agravamento adicional" com base nesse cenário.
"O regime de Kiev está intensificando suas tentativas de concretizar seu antigo desejo de empurrar a OTAN para um confronto armado direto com a Rússia, na falsa esperança de salvar sua situação desesperadora no campo de batalha, o que, evidentemente, se enquadra na categoria das fantasias irracionais", afirmou em comunicado.
Que armas a OTAN pretende desenvolver?
Segundo informações divulgadas por estruturas da OTAN, incluindo o escritório da Aliança na Ucrânia, está previsto o desenvolvimento de "meios de ataque para realizar ofensivas em massa e inutilizar por longo prazo aeródromos e bases aéreas russas, inclusive no interior do território". Além disso, o objetivo do projeto da organização é "enfraquecer de forma fundamental a campanha aérea", citou Zakharova.
Entre as exigências às empresas participantes estão a "autonomia total" das plataformas de ataque, a manutenção da capacidade operacional em condições de bloqueio dos sinais de navegação e a integração de elementos de inteligência artificial, especialmente na orientação contra alvos. A organização também admite a ausência de "controle humano contínuo" sobre os meios de ataque, o que torna seu campo de aplicação ilimitado, acrescentou Zakharova.
"O bloco do Atlântico Norte está perdendo gradualmente o pouco de bom senso que ainda lhe restava e está entrando em uma zona de alto risco, em sua tentativa de extrair o máximo proveito da Ucrânia no papel — generosamente atribuído, mas, na realidade, nada invejável — de 'campo de testes' para tecnologias militares e sistemas de combate atuais e futuros. Além disso, os estrategistas da OTAN ignoram abertamente as consequências destrutivas que esses 'testes de choque' acarretam para esse país pós-soviético e subestimam claramente o risco de uma nova escalada — inclusive 'horizontal' — da crise ucraniana", destacou.