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Pequim contabiliza chineses mortos em terremoto na Venezuela e anuncia ajuda humanitária

A diplomacia chinesa confirmou a morte de cidadãos do país e pediu "precauções contra possíveis riscos secundários de terremotos". 
Pequim contabiliza chineses mortos em terremoto na Venezuela e anuncia ajuda humanitáriaGettyimages.ru / Jesus Vargas

O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou nesta sexta-feira (26) a morte de cidadãos chineses nos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira (24). Também foi anunciado o envio de ajuda humanitária emergencial para apoiar as operações de socorro às vítimas.

A informação foi divulgada pelo porta-voz da chancelaria, Guo Jiakun, durante coletiva de imprensa em Pequim. "Infelizmente, segundo informações confirmadas até o momento, dois cidadãos chineses faleceram nos terremotos", disse.

Além disso, a chancelaria recomendou que os chineses que vivem na Venezuela mantenham medidas de precaução diante do risco de novos tremores e de possíveis desastres secundários provocados pela atividade sísmica.

Em razão dos terremotos que provocaram centenas de mortes e grandes prejuízos econômicos, Pequim apresentou condolências ao governo e ao povo venezuelano.

"O governo chinês e a Cruz Vermelha da China fornecerão ajuda humanitária emergencial à Venezuela para o socorro às vítimas do terremoto. Estamos prontos para oferecer mais apoio à medida que a resposta ao desastre avançar", afirmou Guo.

De acordo com o diplomata, a Embaixada da China na Venezuela atua para garantir a segurança dos demais cidadãos chineses que permanecem nas áreas afetadas e prestará toda a assistência necessária.

O desastre

Os terremotos que sacudiram a Venezuela na quarta-feira (24) foram classificados como os mais intensos registrados no país em 126 anos.

Segundo informações oficiais, dois tremores consecutivos de magnitudes 7,2 e 7,5, seguidos de réplicas, deixaram um rastro de destruição. Quase mil mortes já foram registradas, além de centenas de feridos, prédios que vieram abaixo e danos sérios à infraestrutura do país. 

Milhares de pessoas precisaram abandonar suas casas às pressas em diferentes regiões da Venezuela, enquanto as equipes de resgate seguem trabalhando sem parar em meio à emergência. Diante da gravidade da situação, Delcy Rodríguez decretou estado de emergência no país.

Solidariedade internacional

Após os tremores, vários países expressaram condolência e se mobilizaram para oferecer apoio

Brasil, México, República Dominicana, Colômbia, El Salvador, França e Catar anunciaram o envio de equipes especializadas em resgate para ajudar a localizar pessoas soterradas entre os escombros — cerca de 250 edifícios desabaram, especialmente no estado de La Guaira e na capital. 

Além de manifestar solidariedade ao povo venezuelano, o governo dos Estados Unidos autorizou, de forma temporária, transações com a Venezuela voltadas para ações de ajuda humanitária.