O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, em uma reunião na quarta-feira (24) na Casa Branca, elogiou a gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuindo ao líder republicano o aumento expressivo nos gastos de defesa de aliados europeus e do Canadá.
Rutte apresentou dados e gráficos demonstrando o impacto das pressões exercidas por Trump desde o seu primeiro mandato, revelando que os aliados europeus e o Canadá aumentaram seus investimentos militares em cerca de US$ 1,2 trilhão desde 2017. O crescimento projetado para o biênio entre 2025 e 2026 deve alcançar a marca de US$ 250 bilhões.
Embora tenha reconhecido que parte do movimento responde à suposta "ameaça russa", Rutte destacou que a estratégia de Washington gera benefícios econômicos para os próprios Estados Unidos por meio de investimentos e da compra de equipamentos militares fabricados em território americano.
Críticas de Trump
No entanto, o encontro foi marcado por um contraste de tons, com Trump mantendo uma postura crítica em relação aos membros da aliança. O presidente americano direcionou críticas específicas à Espanha, classificando o país como "terrível" e acusando-o de não cumprir compromissos financeiros com a aliança. "Eles acreditam que sairá de graça", afirmou Trump.
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A tensão diplomática também se estendeu a outras potências, como França, Alemanha e Itália. Trump também criticou o Reino Unido, afirmando que o país "está morrendo" quando atacou a gestão do primeiro-ministro Keir Starmer e as restrições à exploração de petróleo no Mar do Norte. O presidente justificou sua postura mencionando a decepção com a maioria dos aliados, que não ofereceram respaldo aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro.