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'Damos um banho quando se trata de concessões', afirma Lula ao inaugurar primeira etapa da nova Serra das Araras

Durante a fala, o presidente citou experiências em estados como São Paulo e Paraná, afirmando que havia distorções nos modelos de concessão que elevaram o preço dos pedágios.
'Damos um banho quando se trata de concessões', afirma Lula ao inaugurar primeira etapa da nova Serra das ArarasNurPhoto / Colaborador

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta terça-feira (23), durante a inauguração da primeira etapa da nova Serra das Araras, no Rio de Janeiro, que o modelo de concessões adotado pelo governo federal reduz o custo dos pedágios em comparação a administrações anteriores.

No discurso, Lula comparou diferentes modelos de concessão de rodovias no país e criticou a prática de cobrança de outorga, quando o governo exige um valor elevado da empresa vencedora da concessão.

Segundo ele, esse custo acaba sendo repassado ao usuário final. "O empresário quando pegava a estrada, ele colocava o preço que ele pagou no pedágio", afirmou.

Crítica ao modelo de outorga

Lula disse que, em governos anteriores, a lógica das concessões incentivava a elevação das tarifas. Ele citou exemplos em São Paulo e em outras rodovias, argumentando que o custo por quilômetro chegou a ser significativamente maior.

"O objetivo da concessão é garantir que a empresa ganhe o seu dinheiro, mas faça a manutenção da estrada e cobre o preço mais barato possível para o usuário", disse.

"Pedágio mais barato"

O presidente afirmou que o governo federal optou por não cobrar outorga em alguns contratos para reduzir o valor final pago pelos motoristas.

"Por isso, nós damos um banho quando se trata de concessões. Nós não cobramos outorga, nós queremos é o benefício para o povo.", declarou.

Ele também afirmou que, em sua avaliação, os pedágios federais são "mais de 60% mais baratos" do que em alguns modelos estaduais.

Comparações e crítica a estados

Durante a fala, Lula citou experiências em estados como São Paulo e Paraná, afirmando que havia distorções nos modelos de concessão que elevaram o preço dos pedágios.

Em tom crítico, disse que, em alguns casos, os valores cobrados chegavam a níveis excessivos, defendendo uma revisão da lógica de cobrança.