O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ridicularizou as exigências de Vladimir Zelensky aos seus aliados europeus. Ao apelidar o líder do regime ucraniano de "führer", o ministro fez referência ao seu passado como comediante:
"Zelensky, que insiste em negociações enquanto impõe condições completamente irrealistas, até mesmo ultrajantes, não só para Moscou, mas também para seus apoiadores europeus, declarou abertamente há alguns dias que a Europa deve refletir sobre o formato das negociações e propor várias opções. Mas será Kiev que decidirá quem será o negociador pela Europa. Nada mais precisa ser dito. O 'führer' é o 'führer'; ele foi nomeado para o papel de 'führer', devido a suas experiências artísticas, mas, como vocês podem ver, o personagem acabou subindo à cabeça"
Lavrov enfatizou que a Europa continua a apoiar o regime de Kiev. "Hoje, tanto o Reino Unido quanto os países da União Europeia continuam a fornecer armas e dinheiro ao regime nazista em Kiev e a apoiar suas ações abertamente terroristas", afirmou.
Ao mesmo tempo, segundo o chanceler, os países ocidentais rejeitam qualquer possibilidade de negociações em igualdade de condições com a Rússia, pois o que buscam é vingança e a capitulação de Moscou. Ele revelou ainda que o "verdadeiro objetivo do Ocidente, sob o pretexto de exigir negociações, é salvar o regime de Zelensky e preservar a Ucrânia como plataforma para continuar a luta contra a Rússia".
"Para alcançar esse objetivo, pretendem garantir um cessar-fogo imediato para interromper a ofensiva russa e, mais uma vez, como durante os Acordos de Minsk, obter uma trégua", explicou.
- O presidente russo, Vladimir Putin, tem afirmado em diversas ocasiões que o país está comprometido em buscar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Ele ressalta, no entanto, que qualquer acordo deve garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, isso passa por eliminar as chamadas "causas profundas" do conflito, incluindo a expansão da OTAN, vista pelo Kremlin como uma ameaça, e questões relacionadas aos direitos da população de língua russa na Ucrânia.
- A proposta russa prevê que Kiev retire completamente suas tropas das autoproclamadas repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, além das regiões de Zaporozhie e Kherson, incorporadas à Rússia após consultas populares em 2022. Também exige o reconhecimento desses territórios, assim como da Crimeia e de Sevastopol, como parte da Federação Russa. Além disso, Moscou defende que a Ucrânia adote um status de neutralidade, sem alinhamento militar, com desmilitarização e desnazificação do país.
- Ao longo do último ano, Rússia e Ucrânia realizaram diferentes rodadas de negociações diretas, além de encontros trilaterais com participação dos Estados Unidos. No entanto, o processo de paz acabou estagnado.