Vladimir Putin comentou nesta terça-feira (23) a carta aberta que Vladimir Zelensky lhe enviou no início de junho, afirmando que, atualmente, não há motivo para negociar com o regime de Kiev, tendo em vista os ataques das forças ucranianas contra alvos civis na Rússia.
"Essas exigências não criam as condições prévias [para as negociações]. Pelo contrário, apenas geram um potencial de conflito", afirmou, lembrando que, em meio às declarações de que o regime ucraniano estava disposto a dialogar, suas forças lançaram um ataque mortal contra um dormitório estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk.
"[Zelensky] enviou esse documento. Continuam dizendo: 'Queremos uma reunião pessoal'. E daí? E, três dias depois, um ataque em Starobelsk. O que devemos entender com isso? Quais são as condições prévias para as reuniões pessoais e as negociações?", enfatizou Putin.
Atos terroristas de Kiev
- Kiev realiza ataques constantes e direcionados contra a população civil nas províncias fronteiriças russas, além de lançar inúmeros drones contra a capital russa e seus arredores. Armas ucranianas atingem veículos, residências, locais de entretenimento, centros comerciais e outras infraestruturas civis.
- Em 22 de maio, as tropas de Kiev atacaram Starobelsk, na república russa de Lugansk. No momento do ataque, 86 jovens estavam na residência estudantil. Ao todo, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- No dia 3 de junho, drones ucranianos atingiram um ônibus em Yenakiev, matando oito civis. Outras onze pessoas ficaram feridas, algumas gravemente.
- Em 8 de junho, uma pessoa morreu e outra ficou ferida quando um drone ucraniano atingiu a locomotiva de um trem de passageiros que viajava de Moscou para Simferopol.
- O ataque com drones ocorrido na quarta-feira (17) contra um ônibus que transportava um time de futebol infantil da Bielorrússia para a cidade turística russa de Gelendzhik, na costa do Mar Negro, resultou em uma morte e oito feridos, incluindo seis menores.
- Em resposta, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques contra alvos ligados ao complexo militar-industrial ucraniano, incluindo instalações militares, além de infraestruturas de energia e transporte.