Eduardo Bolsonaro viaja para Washington após condenação: 'Você não vai me parar, Moraes'

Ex-deputado terá compromissos com integrantes do governo Trump e parlamentares republicanos entre segunda-feira (22) e terça-feira (23).

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro desembarcou nesta segunda-feira (22) em Washington para uma série de compromissos com integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e parlamentares do Partido Republicano, informou o portal Metrópoles.

Eduardo será acompanhado pelo jornalista Paulo Figueiredo. Os dois permanecerão na capital dos Estados Unidos até terça-feira (23).

De acordo com as informações, a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal pelo crime de coação no curso da Justiça estará entre os temas das conversas. O ex-deputado também pretende buscar apoio para a retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes.

Na noite desta segunda-feira, Eduardo e Figueiredo devem participar de um jantar com cerca de 20 senadores republicanos. No encontro, os dois devem apresentar relatos sobre a atuação do Judiciário brasileiro contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e buscar apoio para medidas contra Moraes.

Aliados do ex-parlamentar avaliam que a condenação no STF poderá ser usada nas reuniões como argumento para sustentar que integrantes da oposição são alvo de excessos judiciais no Brasil.

Após a publicação da notícia sobre a viagem, Eduardo divulgou um vídeo no qual afirmou que a condenação e a ausência de um mandato parlamentar não impedirão sua atuação.

"Olha que esses caras não entenderam ainda que não importa se eu tenho cargo, se eu não tenho cargo de deputado, seja lá o que for, se eu estou condenado ou não. Você não vai me parar, Moraes. E a gente vai vencer. Pode ter fé, pode acreditar".

Em outra publicação, ele completou: "Os abusos de Moraes só valem no Brasil"

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo estiveram em Washington no fim de maio, quando acompanharam o senador Flávio Bolsonaro em reuniões com Trump e integrantes do governo dos Estados Unidos.