A Polícia Federal concluiu na quarta-feira (17) a restituição de documentos históricos imperiais ao Arquivo Nacional, após identificá-los em lotes programados para comercialização em leilão. As peças, todas de natureza pública, foram produzidas durante o período do Brasil Império.
As informações foram divulgadas pelo jornal Poder360 neste domingo (21).
O material recuperado inclui registros de grande valor histórico, como uma folha datada de 25 de setembro de 1876, com assinatura de Duque de Caxias, patrono do Exército Brasileiro, que então comandava o Ministério dos Negócios da Guerra. O documento registra a comunicação oficial sobre a inauguração de ligação entre Paraíba e Pernambuco.
Especialistas do Arquivo Nacional realizaram avaliação técnica que confirmou a procedência pública dos itens, impedindo sua venda e determinando o acautelamento para preservação do patrimônio histórico nacional. O laudo identificou documentos originários de repartições públicas nos anos de 1824, 1865 e 1876.
Variedade de registros
Entre as peças restituídas figura também um registro de 1865, assinado por José Thomaz Nabuco de Araújo Filho, pai do abolicionista Joaquim Nabuco, quando ocupava o cargo de Ministro dos Negócios da Justiça. O documento aborda questões relacionadas à Guarda Nacional Imperial, instituição fundamental para a estrutura político-administrativa e militar do período.
Outro item recuperado data de 1824 e traz a assinatura do tenente-coronel Simplício José da Silva, comandante vinculado à Junta do Governo Temporário da Província do Piauí. O registro trata de comunicação sobre determinação imperial estabelecendo sanções rigorosas contra ofensores do governo.
Com a devolução, todo o acervo retorna à custódia do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro, órgão responsável pela guarda, tratamento técnico e disponibilização do patrimônio documental público federal, garantindo preservação adequada ao interesse histórico e cultural brasileiro.