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Caos no Reino Unido: Homem ataca muçulmanos com facão em vingança por estupro de meninas

Polícia escocesa trata caso como investigação antiterrorista. O homem, de 36 anos, deixou diversas pessoas feridas.
Caos no Reino Unido: Homem ataca muçulmanos com facão em vingança por estupro de meninasGettyimages.ru / Steve Welsh/PA Images

Um homem de 36 anos foi preso após uma sequência de ataques com arma branca deixar cinco pessoas feridas em Edimburgo, na Escócia, na noite de sexta-feira (19). Segundo informações divulgadas por meios de comunicação locais neste sábado (20), a maioria das vítimas faz parte da comunidade muçulmana. A Polícia elevou o caso ao nível de investigação antiterrorista.

De acordo com os relatos, as agressões tiveram início por volta das 20h50, no horário local, em uma área próxima a uma mesquita. Testemunhas descreveram o suspeito como um homem branco, de porte físico forte e sem camisa.

Ainda segundo as informações, o homem percorreu vários quilômetros pela cidade. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele destruiu um táxi em um posto de combustíveis, quebrando o para-brisa e o vidro traseiro com um machado de mão.

Pouco depois, o suspeito entrou em uma pizzaria. A Polícia informou que cinco pessoas ficaram feridas: dois jovens de 22 anos e outras três pessoas de 24, 27 e 39 anos, que sofreram "diversos ferimentos".

'Protegendo nosso país'

Testemunhas relataram que o homem gritava: "Estou protegendo nosso país dos bastardos muçulmanos que estupram nossas jovens filhas. Já estou farto disso".

Segundo os meios de comunicação locais, essa declaração é considerada a possível motivação do ataque.

Escândalo no Reino Unido

O episódio ocorreu em meio à repercussão de um relatório divulgado pelo deputado britânico Rupert Lowe sobre abusos sexuais contra menores atribuídos a grupos de origem paquistanesa.

Conforme o documento citado, denominado "Rape Gang Report", cerca de 250 mil meninas britânicas foram vítimas desses abusos.

O relatório também afirma que os casos foram ignorados durante anos pela Polícia e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.