
Starmer tornou instituições britânicas 'indiferentes e satânicas', diz enviado de Putin

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, transformou as instituições do Reino Unido em "indiferentes e satânicas" diante de mais de 250 mil supostas vítimas de abuso sexual infantil, afirmou o enviado especial da Presidência russa Kiril Dmitriev em publicações em uma rede social nesta quarta-feira (17).
A declaração foi feita em reação a um relatório independente que denuncia falhas das autoridades britânicas na proteção de menores.

"Starmer e os estupradores imigrantes representam uma ameaça para a segurança do Reino Unido e de seu povo", escreveu Dmitriev. Em outra mensagem, ele acusou a mídia britânica de promover um "bloqueio informativo total" sobre o caso e afirmou que os veículos de comunicação seriam cúmplices da manutenção do que chamou de "status quo horrível da violação institucionalizada" no país.
O representante russo também pediu a renúncia do premiê britânico. "Todo o mundo quer que Starmer renuncie. Salvem as crianças e a civilização ocidental!", declarou em outra publicação.
Relatório
As declarações foram motivadas pela divulgação de um relatório de 218 páginas elaborado pelo deputado britânico Rupert Lowe. O documento afirma que entre 87% e 95% dos autores dos crimes investigados pertenciam predominantemente à fé muçulmana e descreve casos de exploração sexual de menores em pelo menos 149 distritos do Reino Unido.
Segundo o relatório, as vítimas eram recrutadas, isoladas e submetidas a abusos sistemáticos. O texto também descreve episódios de extrema violência e sustenta que meninas de até 11 anos foram alvo dos criminosos. Entre as acusações, o documento afirma que os agressores insultavam as vítimas por sua origem e religião durante os abusos.
A investigação acusa ainda as autoridades britânicas de falhas graves no tratamento das denúncias. Segundo Lowe, forças policiais ignoraram relatos recorrentes, destruíram provas e deixaram suspeitos em liberdade, enquanto serviços sociais teriam encerrado casos apesar da existência de indícios de exploração.
O relatório conclui que parte dessas falhas ocorreu porque autoridades temiam ser acusadas de racismo ao investigar grupos compostos majoritariamente por paquistaneses e outros indivíduos de origem muçulmana.
