Um homem diagnosticado com uma forma grave de doença autoimune potencialmente fatal conseguiu reconstruir a própria vida após um transplante experimental de células-tronco. Ele casou e teve dois filhos após entrar em remissão prolongada.
Ele fazia parte de um estudo publicado nas revistas Med e Nature nesta sexta-feira (19), com pacientes diagnosticados com distúrbio do espectro da neuromielite óptica (NMOSD).
A condição faz com que o sistema imunológico ataque a medula espinhal e o nervo óptico. Em seu caso, a doença era refratária aos tratamentos convencionais e colocava sua vida em risco.
Antes de receber o transplante em 2009, o homem passou por uma "reinicialização" do sistema imunológico e apresentou melhora progressiva da função neurológica.
O tratamento foi também seguido por uma mulher com o mesmo diagnóstico no ano seguinte, ambos permanecendo em remissão por mais de 15 anos.
O procedimento envolve a substituição completa do sistema imunológico após quimioterapia e imunossupressão, com uso de células de doadores para eliminar a atividade autoimune.