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Conheça a história das gêmeas siamesas que mobilizaram mais de 60 médicos em cirurgia de alto risco

Foram utilizados recursos de inteligência artificial (IA), além de expansores de pele de silicone implantados na região craniana para auxiliar na separação de Mercy e Goodness.
Conheça a história das gêmeas siamesas que mobilizaram mais de 60 médicos em cirurgia de alto riscoDivulgação/Gemini Untwined

As irmãs siamesas Mercy e Goodness, nascidas na Nigéria, foram separadas em uma cirurgia de alta complexidade realizada nos Emirados Árabes Unidos quando tinham um ano e sete meses de idade, conforme divulgado pela mídia internacional nesta sexta-feira (19).

A preparação envolveu mais de 60 profissionais de diferentes países e foi realizada em etapas ao longo de aproximadamente quatro meses. A operação final durou cerca de 12 horas. Mercy e Goodness já se recuperaram totalmente e em breve voltarão à Nigéria.

A cirurgia contou com o uso de inteligência artificial (IA) e realidade aumentada. Os médicos também utilizaram expansores de pele de silicone, implantados nas cabeças das crianças para auxiliar na regeneração da área após a separação.

Casos como o das irmãs são considerados extremamente raros e de alto risco. De acordo com estimativas médicas, a condição apresenta baixos índices de sobrevivência e elevada complexidade clínica:

  • cerca de 40% dos bebês siameses já nascem mortos;
  • um terço morre nas primeiras 24 horas de vida;
  • apenas um em cada dez milhões sobrevive tempo suficiente para a cirurgia de separação;
  • gêmeos craniópagos representam cerca de 5% dos casos de siameses.