
Região ao sul de Belarus 'está em chamas como nunca antes', afirma Lukashenko

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, declarou nesta quinta-feira (18) que a situação na fronteira sul do país com a Ucrânia está tensa.

"A fronteira sul — 1.500 quilômetros; vocês sabem, nossas forças armadas estão lá — está em chamas como nunca antes. Esta é a resposta para alguns militares que perguntam se devemos ou não defender a fronteira sul com um regime reforçado. A resposta é: sim, devemos. Somos militares e o povo nos sustenta com suas próprias custas para que possamos protegê-los", declarou o presidente.
A declaração foi feita após o presidente ouvir o relatório de propostas para ajustar o plano de construção e desenvolvimento das Forças Armadas para o período 2026-2030.
Lukashenko também comentou sobre o ataque realizado pelas forças de Kiev contra um ônibus que transportava um time infantil de futebol belarusso na província de Bryansk, na Rússia.
"Se alguém nos provocar e tentar nos arrastar para a guerra, acho que isso terminará mal para aqueles que tentarem fazê-lo", advertiu.
O presidente reiterou que a guerra não é algo distante, mas uma realidade que ocorre logo após a fronteira, ou até mesmo mais próxima do que se imagina.
Atos terroristas de Kiev
- Kiev realiza constantemente ataques direcionados contra a população civil da Rússia. Drones e mísseis ucranianos atingem veículos, residências, locais de entretenimento, centros comerciais e outras infraestruturas civis, causando vítimas.
- Em 22 de maio, as tropas de Kiev atacaram Starobelsk, na república russa de Lugansk. No momento do ataque, 86 jovens estavam na residência estudantil. Ao todo, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- No dia 3 de junho, drones ucranianos atingiram um ônibus em Yenakiev, matando oito civis. Outras onze pessoas ficaram feridas, algumas gravemente.
- Em 8 de junho, uma pessoa morreu e outra ficou ferida quando um drone ucraniano atingiu a locomotiva de um trem de passageiros que viajava de Moscou para Simferopol.
- Em resposta, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques contra alvos ligados ao complexo militar-industrial ucraniano, incluindo instalações militares, além de infraestruturas de energia e transporte.

