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França rompe com gigante americana e aposta em tecnologia francesa para sua segurança nacional

Em busca de maior soberania digital, a agência de inteligência francesa DGSI substituirá ferramentas da americana Palantir por tecnologia nacional da Chapsvision e Mistral AI, seguindo a tendência europeia de reduzir a dependência de gigantes tecnológicas dos EUA.
França rompe com gigante americana e aposta em tecnologia francesa para sua segurança nacionalGettyimages.ru / akub Porzycki/NurPhoto

A Direção-Geral de Segurança Interna (DGSI) –, agência francesa de inteligência interna –,  substituirá as ferramentas de dados da Palantir Technologies por uma alternativa local da Chapsvision, contribuindo para a tendência europeia de reduzir a dependência de empresas de tecnologia americanas.

A iniciativa, anunciada nesta terça-feira (16) pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu, também equipará os agentes com um assistente de inteligência artificial da empresa francesa Mistral AI, informou a Bloomberg.

Papel em conflitos internacionais

A Palantir nasceu depois do 11 de setembro de 2001, data que abalou os alicerces das sociedades do início do século XXI. Seu crescimento foi exponencial e atualmente a empresa tem vários contratos assinados com o governo dos EUA no valor de bilhões de dólares

A tecnologia da empresa  é utilizada por instituições como o Pentágono, o Ministério da Defesa do Reino Unido, as Forças de Defesa de Israel e o exército ucraniano.

Um dos pilares desse crescimento é o sistema Maven, ferramenta de vigilância que processa imagens de satélite em tempo real para acelerar a identificação de alvos em operações militares, como a recente ofensiva contra o Irã.

Entretanto, o papel da empresa em conflitos internacionais tem gerado intensos debates éticos.

Em março, o uso do sistema Maven foi questionado após um ataque contra uma escola de meninas em Minab, durante o início da ofensiva contra o Irã.

Investigações de veículos como Washington Post e The Guardian levantaram a hipótese de que uma interpretação equivocada de dados pela inteligência artificial da Palantir possa ter classificado erroneamente o estabelecimento civil como um alvo militar.