O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou, nesta quarta-feira (10), que Washington está preparado para ampliar suas operações militares contra o Irã.
"Se precisarmos negociar com bombas, negociaremos com bombas. E somos muito bons nisso. Ninguém é melhor no mundo", disse.
Segundo ele, as forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM) estarão "ocupadas esta noite" após as ameaças feitas pelo presidente Donald Trump contra Teerã.
O chefe do Pentágono também respondeu a questionamentos da imprensa sobre os objetivos da campanha militar que devem ser executados nas próximas horas.
"Nós os atingiremos duramente, nos nossos termos, em alvos que melhorem nosso ambiente operacional e enfraqueçam as capacidades que o Irã deseja manter", afirmou.
Hegseth argumentou ainda que o período de cessar-fogo foi utilizado pelos militares americanos para aperfeiçoar operações de inteligência e seleção de alvos.
Segundo ele, o CENTCOM aproveitou a pausa nos combates para ampliar sua capacidade operacional além do nível alcançado no início da operação "Fúria Épica", lançada em conjunto com Israel no fim de fevereiro.
Nova escalada
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.