
Defesas aéreas são ativadas em Teerã após alerta de ataque iminente dos EUA

As defesas aéreas foram ativadas na madrugada desta quarta-feira (10) no oeste de Teerã, após alertas sobre ataques iminentes dos Estados Unidos, informou a agência Mehr. Também foram registradas explosões nas cidades de Sirik e Minab.

A movimentação ocorre após o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmar que as forças do Comando Central estariam "ocupadas" nesta noite retaliando o Irã.
"O presidente Trump disse que atacaremos o Irã com força e assim será", declarou Hegseth, na sede do comando militar em Tampa, na Flórida.
Hegseth acusou o Irã de violar o cessar-fogo vigente desde abril e disse esperar que Teerã "tome uma boa decisão" em relação às negociações.
"Se tivermos que negociar com bombas, negociaremos com bombas. Somos muito bons nisso. Ninguém melhor no mundo", afirmou. Ele acrescentou que as forças dos Estados Unidos estão "totalmente alinhadas com a Casa Branca".
Nova escalada
- Os Estados Unidos retomaram os ataques contra o Irã na noite de terça-feira (9), em resposta à derrubada de um helicóptero AH-64 Apache. A operação foi realizada por ordem direta do comandante-em-chefe e, segundo Washington, constituiu "uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã".
- De acordo com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, as forças americanas bombardearam vários pontos em Jask, Sirik e Qeshm "sob pretextos infundados", causando danos a uma torre de comunicações em Sirik e destruindo dois reservatórios de água no condado.
- Em resposta à ação dos EUA, as Forças Armadas iranianas atacaram diversas bases americanas no Oriente Médio, informou na quarta-feira (10) o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal órgão operacional do comando militar do Irã.
- O Ministério das Relações Exteriores iraniano também se dirigiu aos países do Oriente Médio, lembrando-os de sua "responsabilidade legal e moral de impedir" que seus territórios sejam usados pelos EUA e por Israel para lançar ofensivas contra o Irã. A pasta reiterou ainda que Teerã "não hesitará em exercer seu direito inerente à autodefesa" diante de ataques contra seu território.
