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Rússia diz na ONU que negociações são impossíveis enquanto Ucrânia usar 'grosserias e ultimatos'

O representante permanente russo na organização, Vassily Nebenzia, classificou a mensagem enviada por Zelensky a Putin como uma provocação destinada a dificultar as tratativas sobre o conflito.
Rússia diz na ONU que negociações são impossíveis enquanto Ucrânia usar 'grosserias e ultimatos'Lev Radin / Gettyimages.ru

Não é possível falar sobre negociações reais enquanto o regime ucraniano continuar utilizando uma linguagem de "grosserias e ultimatos", declarou nesta segunda-feira (8) o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia.

"Enquanto Kiev continuar se comunicando conosco em termos de grosseria e ultimatos, não se pode falar de negociações reais, muito menos de uma reunião em nível mais alto", afirmou, durante uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

As declarações do diplomata russo foram feitas ao comentar uma recente carta aberta de Vladimir Zelensky ao presidente russo, Vladimir Putin. Nebenzia destacou que "não se trata, de forma alguma, de uma iniciativa de paz, mas de uma provocação grosseira destinada a encobrir as tentativas desesperadas de Kiev de frustrar qualquer negociação voltada para encontrar caminhos para a resolução do conflito".

Atual situação entre Rússia e Ucrânia

  • Vladimir Zelensky, lider do regime de Kiev, publicou uma carta aberta propondo a Vladimir Putin uma reunião em um terceiro país para pôr fim ao conflito. Em resposta, o presidente russo afirmou que a mensagem continha elementos de descortesia e declarou não ver, neste momento, sentido em se reunir com o líder ucraniano.

  • Putin tem reiterado que a Rússia está comprometida com uma solução diplomática para a crise ucraniana. Segundo ele, é necessário garantir a segurança de longo prazo do país e eliminar as causas profundas do conflito, incluindo a expansão da OTAN e a violação dos direitos da população russófona na Ucrânia.

  • A retirada das forças ucranianas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, bem como das províncias de Zaporozhie e Kherson — incorporadas à Rússia após consultas populares realizadas em 2022 — figura entre as principais condições de Moscou para a resolução do conflito.