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Mauro Vieira entrega documentos aos EUA e critica argumentos para taxar Brasil: 'Não são legítimos'

O ministro das Relações Exteriores afirmou ainda que que há, por parte do governo brasileiro, "interesse em manter conversas" com Washington.
Mauro Vieira entrega documentos aos EUA e critica argumentos para taxar Brasil: 'Não são legítimos'Legion-media.ru / Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira (4) que os argumentos apresentados pelos Estados Unidos para justificar a aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros "não são legítimos", informou o portal g1.

Segundo ele, o governo brasileiro já forneceu informações às autoridades americanas para contestar as investigações que podem resultar em novas cobranças comerciais.

"Demos todas as informações necessárias. O que nós esperamos é que isso tudo seja levado em conta e que fique comprovado que não há porquê sermos objeto de tarifas, porque todos os argumentos apresentados nós provamos que não são legítimos", declarou Vieira.

Investigações

De acordo com o chanceler, o interesse do governo brasileiro é manter as negociações com os Estados Unidos após a divulgação dos relatórios finais das investigações relacionadas à Seção 301.

"Eu disse que era nosso interesse manter conversas, sobretudo depois do anúncio dos laudos, dos relatórios finais das duas investigações sobre a Seção 301", afirmou.

Os documentos com a posição brasileira foram entregues antes do prazo definido durante reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada em Washington, em maio.

Tarifas propostas pelos EUA

Uma investigação conduzida pelos Estados Unidos concluiu que 60 economias, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Como consequência, o governo americano propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros.

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Ainda não há uma data definida para a conclusão das negociações entre os dois países. O presidente Lula confirmou presença na reunião do G7, que será realizada em Evian, na França, mas não há confirmação de um encontro bilateral com Donald Trump para tratar do tema.

  • Antes de qualquer implementação, as tarifas propostas passarão por consulta pública. O governo dos Estados Unidos receberá comentários por escrito até 6 de julho de 2026.