O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsononaro (PL-RJ) voltou a afirmar, nesta terça-feira (2), que o Brasil integrará o Escudo das Américas, um plano do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para combater o narcotráfico na América Latina.
Em entrevista à rádio Itatiaia, Flávio destacou que pediu para Trump, em sua reunião recente com o mandatário, para que Washington classificasse as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupos terroristas, "que é o que elas são".
"O Brasil vai entrar, em 2027, nesse escudo das Américas. Nós precisamos da ajuda não apenas dos Estados Unidos, mas de outros países aqui na América Latina, de Israel. O Brasil precisa entrar", afirmou.
«O que é o Escudo das Américas, citado por Flávio Bolsonaro em encontro com Trump»
Cooperação internacional
Segundo o pré-candidato, o objetivo incluiria cooperação em tecnologia, inteligência e controle de fronteiras, para "deixar esses marginais isolados, fazer uma asfixia financeira".
"A gente precisa de uma cooperação entre os países para fazer um combate eficiente, para, mais uma vez, asfixiar essas pessoas, esses terroristas", declarou.
Na entrevista, Flávio Bolsonaro apontou ainda que integrantes das facções, segundo ele, "têm braços dentro da política", e atuam como um "governo paralelo".
Esta não é a primeira vez que o senador promete entrar na aliança caso eleito presidente. Em 26 de maio, durante coletiva de imprensa após seu encontro com Trump, Flávio afirmou que prometeu ao presidente norte-americano que o Brasil fará parte do acordo de cooperação.
"Eu disse, ao presidente Trump, que a partir de janeiro de 2027 o Brasil vai integrar o 'Escudo das Américas' junto com os Estados Unidos, Argentina, El Salvador, Paraguai, Panamá e Republica Dominica", disse.