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Durante encontro, Flávio Bolsonaro pediu a Trump que EUA classifiquem PCC e CV como terroristas

Senador afirmou que facções criminosas atuam como "governos paralelos" e disse buscar cooperação internacional para combater o crime organizado.
Durante encontro, Flávio Bolsonaro pediu a Trump que EUA classifiquem PCC e CV como terroristasGettyimages.ru / Divulgação / Michael Heffernan

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26), no Salão Oval da Casa Branca. Durante uma coletiva de imprensa, o senador afirmou ter feito um "pedido expresso" para que os EUA classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. "É o que eles são", declarou.

Segundo o parlamentar, "um em cada quatro brasileiros vive em áreas comandadas por facções criminosas", que funcionariam como "governos paralelos". Além disso, Flávio Bolsonaro afirmou buscar cooperação internacional para combater o crime organizado.

"Vamos libertar essas pessoas fazendo acordos com diversos países, não só com os EUA", disse, citando parceiros latino-americanos e Israel.

Ao comentar a reunião com Trump, o senador afirmou que a visita representa "um prestígio enorme" para o Brasil. "Quero deixar claro: não um prestígio pessoal meu, mas do nosso país. O Brasil, que ainda existe, apesar do governo Lula", declarou.

Na avaliação de Flávio, o encontro também demonstra que "há alternativa séria, sólida e confiável ao desastre do atual governo".

Riscos à soberania nacional

Durante audiência na Câmara dos Deputados, em 18 de março de 2026, o chanceler Mauro Vieira afirmou que a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pode abrir espaço para ações externas contra o país. Segundo ele, legislações estrangeiras, como a dos Estados Unidos, permitem interpretações que poderiam justificar medidas mais duras, incluindo intervenção militar.

"Pode inclusive justificar a intervenção militar em outro país. (...) Isso permitiria que o exército, as Forças Armadas, ou qualquer tipo de força americana, viesse ao território brasileiro, invadisse o território brasileiro para exterminar grupos terroristas, o que fosse", declarou.

Vieira acrescentou que o Brasil não pode aceitar esse tipo de enquadramento por razões legais e de soberania nacional, além de destacar que a legislação brasileira não prevê classificar organizações criminosas como grupos terroristas.