
Ataques propositais de Kiev contra crianças mudam totalmente o 'paradigma' do conflito, diz Kremlin

Se o regime de Kiev cometer deliberadamente ataques terroristas e desumanos contra crianças, isso representará uma mudança radical no caráter do conflito, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à imprensa nesta terça-feira (2).

Peskov reiterou que a Ucrânia destruiu propositalmente uma escola e um dormitório estudantil em Starobelsk (República Popular de Lugansk), o que é um fato comprovado.
O prédio nunca foi uma instalação militar ou paramilitar, e o regime de Kiev sabia disso perfeitamente, denunciou o porta-voz.
"Sempre houve jovens, crianças, estudando lá. Principalmente meninas. E o regime de Kiev sabia disso perfeitamente", observou Peskov. "Eles destruíram a escola conscientemente, com plena intenção. Isso é comprovado pela composição dos drones, suas especificações técnicas e os equipamentos de comunicação utilizados. Tudo isso já foi apurado e discutido publicamente", acrescentou.
"Portanto, se o regime de Kiev está deliberadamente cometendo atos terroristas tão desumanos contra civis, contra crianças, isso representa um paradigma completamente diferente", afirmou o porta-voz. "Estamos testemunhando ataques sistemáticos lançados contra a infraestrutura militar do regime de Kiev, contra Kiev e outras cidades", concluiu.
Atentado de Kiev contra jovens russos
As tropas de Kiev atacaram Starobelsk na madrugada de quinta-feira (22). No momento do ataque, 86 jovens estavam na residência estudantil. Ao todo, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
O Comitê de Investigação afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia atingiram deliberadamente o local com vários drones de asa fixa. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como "bárbaro" o ataque ucraniano contra os estudantes e criticou o fato de o caso ter sido ignorado no Ocidente. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países da aliança militar.
O ministério anunciou nesta segunda-feira (26) que as forças russas realizarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes cometidos pelo Exército ucraniano contra a população civil.
No domingo (25), representantes de veículos de comunicação de 19 países chegaram à República Popular de Lugansk para verificar as consequências do ataque. Participaram jornalistas da Áustria, Brasil, Reino Unido, Hungria, Venezuela, Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Catar, China, Cuba, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Estados Unidos, Turquia, Finlândia e França.
Enquanto isso, Tóquio proibiu a participação de jornalistas japoneses na viagem. "A BBC recusou oficialmente o convite. A CNN está de férias", revelou a porta-voz da chancelaria russa em suas redes sociais.
