O presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizou nesta segunda-feira (1º) uma reunião para discutir o andamento da investigação sobre o ataque terrorista ucraniano a uma residência estudantil em Starobelsk, na República Popular de Lugansk. Também foram discutidas medidas de apoio às vítimas do crime de guerra.
O chefe de Estado russo expressou suas condolências e ordenou que a máxima atenção fosse dada a cada família afetada pela tragédia, observando que a punição dos responsáveis pelo ataque à escola seria inevitável. Putin descreveu o ataque como "um crime sangrento cometido pela junta ucraniana".
O chefe da República Popular de Lugansk, Leonid Pasechnik, denunciou o ataque como um ato deliberado "visando crianças". Dos 21 mortos, 18 eram mulheres e três eram homens.
Também estiveram presentes na reunião: o procurador-geral da Rússia, Alexander Gutsan; a vice-primeira-ministra, Tatiana Golikova; o chefe do Comitê de Investigação, Alexander Bastrykin; e o prefeito do Distrito Municipal de Starobelsk, Vladimir Chernev.
O atentado de Kiev contra jovens russos
As tropas de Kiev atacaram Starobelsk na madrugada de quinta-feira (22). No momento do ataque, 86 jovens estavam na residência estudantil. Ao todo, 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
O Comitê de Investigação afirmou que as Forças Armadas da Ucrânia atingiram deliberadamente o local com vários drones de asa fixa. Foi aberta uma investigação por terrorismo.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia classificou como "bárbaro" o ataque ucraniano contra os estudantes e criticou o fato de o caso ter sido ignorado no Ocidente. A pasta também afirmou que esse tipo de ataque com armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países da aliança militar.
O ministério anunciou, em 26 de maio, que as forças russas realizarão "ataques sistemáticos" contra instalações do complexo militar-industrial em Kiev, em resposta aos crimes cometidos pelo Exército ucraniano contra a população civil.
- Segundo autoridades russas, tratou-se de um ataque deliberado, realizado em etapas. Após um ataque inicial com drone que destruiu a residência estudantil, outros ataques foram conduzidos, visando estudantes que fugiam do local e equipes de resgate que chegaram para remover os escombros.
- O presidente russo, Vladimir Putin, enfatizou que "não há nenhum alvo militar perto da residência" e afirmou que o impacto não foi acidental, já que 16 drones atacaram o mesmo local em três ondas.
- A Rússia classificou o ataque como um "ato terrorista" e um flagrante crime de guerra. Uma investigação sobre terrorismo foi aberta.
- O Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o ataque como "bárbaro" e denunciou o silêncio do Ocidente sobre o assunto. Afirmou ainda que esse tipo de ataque, utilizando armas de longo alcance fornecidas a Kiev pela OTAN, é realizado com "assistência técnica de especialistas estrangeiros" de países da aliança militar.