
Lavrov critica imprensa ocidental por ignorar ataque de Kiev contra residência estudantil na Rússia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, se pronunciou na segunda-feira (25) sobre a recusa de veículos de imprensa ocidentais a visitar o local do massacre de menores, vítimas de ataque ucraniano com drones contra um dormitório estudantil na cidade russa de Starobelsk, na república russa de Lugansk, que deixou 21 mortos na madrugada de 22 de maio.

O chanceler destacou que, apesar dos esforços de Moscou para facilitar o deslocamento do maior número possível de repórteres à zona do ataque, a cobertura jornalística foi muito desigual.
"Os jornalistas dos países da maioria mundial, na minha opinião, cumpriram honestamente seu dever, o que não se pode dizer de seus colegas ocidentais", afirmou Lavrov durante um evento em comemoração ao Dia da África em Moscou.
"Alguns simplesmente se recusaram a ir até lá, outros disseram que estavam de férias e outros foram simplesmente proibidos por seus governos", detalhou Lavrov as desculpas apresentadas pela mídia ocidental para não noticiar o massacre.
"É isso que eles chamam de imprensa livre", denunciou Lavrov.
Anteriormente, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, tinha informado que a emissora britânica BBC se recusou oficialmente a visitar Starobelsk, enquanto a CNN alegou que estava de férias.
Tóquio, por sua vez, proibiu os correspondentes japoneses de cobrir o ataque terrorista cometido pelo regime ucraniano.
- Na madrugada de 22 de maio, drones atingiram um prédio universitário e um dormitório estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estariam no local. As autoridades afirmam que 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes da imprensa de 19 países: Áustria, Brasil, Reino Unido, Hungria, Venezuela, Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Catar, China, Cuba, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Estados Unidos, Turquia, Finlândia e França.
- Em resposta a esses crimes, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques contra alvos ligados ao complexo militar-industrial ucraniano, incluindo objetivos militares e instalações energéticas e de transporte.
