O presidente chinês, Xi Jinping, elevou o tom de voz durante a reunião com o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, informou o Financial Times no domingo (24).
De acordo com sete pessoas a par do assunto, o presidente chinês criticou duramente a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pela remilitarização de seu país.
Além disso, fontes indicaram que Xi se mostrou agitado ao falar sobre o Japão, surpreendendo autoridades americanas, pois o assunto não havia sido abordado em conversas anteriores com os oficiais chineses antes da cúpula.
A crítica verbal de Xi foi o momento mais tenso da reunião de dois dias entre os líderes, segundo várias fontes.
Trump afirmou que Tóquio precisava adotar uma postura de segurança mais firme devido à suposta ameaça crescente da República Popular Democrática da Coreia (RPDC).
Na sexta-feira (22), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, declarou que o Japão aumentou seus gastos militares em 9,7% em 2025, atingindo níveis históricos.
"Com base em 14 anos consecutivos de aumento nos gastos militares, as forças de direita japonesas continuam clamando por um aumento ainda maior no orçamento de defesa. Isso demonstra mais uma vez que o Japão está se despojando, camada por camada, de seu disfarce de suposto 'país pacífico' e avançando, passo a passo, pelo caminho equivocado do neomilitarismo", disse.
- As tensões entre Tóquio e Pequim se intensificaram no final do ano passado com a chegada ao poder da primeira-ministra Sanae Takaichi, que afirmou que uma eventual ação militar chinesa contra Taiwan poderia desencadear uma resposta armada por parte do Japão. Desde então, Pequim tem acusado repetidamente Tóquio de "reacender o militarismo".
- No final de abril, a China expressou "séria preocupação" diante da decisão do governo japonês de alterar sua legislação para suspender as restrições à exportação de produtos nacionais de todos os tipos destinados à defesa.