
Proposta de acordo entre EUA e Irã prevê trégua de 60 dias e venda livre de petróleo — Axios

O portal Axios divulgou neste domingo (24) o conteúdo de um suposto rascunho de memorando de entendimento bilateral entre Estados Unidos e Irã.
Segundo um funcionário americano citado pelo veículo, o texto prevê a prorrogação do cessar-fogo por 60 dias. Nesse período, o estreito de Ormuz seria reaberto, o Irã voltaria a vender petróleo sem restrições e seriam iniciadas negociações para impor limites ao programa nuclear do país.

De acordo com o funcionário, há a possibilidade de o memorando ser anunciado neste domingo, embora as tratativas ainda não estejam concluídas e possam naufragar. Ao longo desses dois meses, prazo que poderia ser estendido por consenso, Teerã se comprometeria a remover minas instaladas no estreito, permitindo a passagem livre de embarcações sem cobrança de pedágios. Em contrapartida, Washington suspenderia o bloqueio a portos iranianos e concederia isenções de sanções para viabilizar a exportação de petróleo.
Em relação as tratativas sobre o programa nuclear, o rascunho incluiria o compromisso do Irã de não buscar armas atômicas e de negociar a suspensão do enriquecimento de urânio, além da eliminação de estoques de urânio altamente enriquecido. Autoridades iranianas, por sua vez, repetem que o programa tem fins exclusivamente pacíficos, como geração de energia, aplicações em saúde e agricultura, conservação de alimentos e pesquisa científica, e não teria objetivo militar.
« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »
Fontes a par das conversas afirmam que Teerã transmitiu, por meio de mediadores, compromissos verbais sobre o alcance das concessões que aceitaria fazer. Os EUA, por sua vez, aceitariam discutir o alívio de sanções e o descongelamento de recursos iranianos durante o período de 60 dias, mas essas medidas só seriam implementadas como parte de um acordo final.
O documento também implica no fim da guerra entre Israel e o Hezbollah no Líbano. As forças americanas destacadas na região permaneceriam durante os 60 dias previstos e só seriam retiradas caso um acordo definitivo fosse alcançado. A Casa Branca aposta que as últimas diferenças poderão ser resolvidas nas próximas horas.
