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União Europeia e Brasil definem calendário para negociar solução para veto à carne bovina

Segundo o Estadão, o bloco europeu cobrou garantias de rastreabilidade das exportações brasileiras. O foco dos negociadores é resolver o impasse antes da entrada em vigor da medida europeia.
União Europeia e Brasil definem calendário para negociar solução para veto à carne bovinaGettyimages.ru / Faga Almeida/UCG/Universal Images Group

A União Europeia e o Brasil trabalham para reverter a exclusão do País da lista de exportadores de produtos de origem animal ao bloco europeu antes de 3 de setembro, data prevista para o início do veto. O principal ponto em discussão envolve a rastreabilidade das exportações de carne bovina brasileira. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo, publicadas nesta sexta-feira (22).

Segundo autoridades diplomáticas de Brasília e Bruxelas, foi estabelecido um calendário de negociações para atender às exigências técnicas da UE.

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, afirmou que "estamos trabalhando muito de perto com as autoridades relevantes do Brasil, de forma construtiva, para resolver essa questão".

Exigências sanitárias

A lista atualizada de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a UE foi divulgada em 12 de maio. O bloco europeu justificou a medida com base nas regras sobre uso de antimicrobianos na produção agropecuária, em vigor desde 2022, que proibem substâncias usadas para crescimento animal ou reservadas a tratamentos humanos.

Representantes europeus afirmaram, de acordo com as informações apuradas pelo jornal, que o processo seguiu critérios técnicos e foi aprovado por unanimidade pelos Estados-membros.

integrantes do governo brasileiro demonstraram surpresa com a decisão, especialmente pelo fato de o anúncio ter ocorrido poucos dias após a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia.

Diplomatas brasileiros reclamaram da falta de diálogo prévio e argumentaram que informações enviadas pelo Ministério da Agricultura em 2025 não receberam pedidos de complementação por parte dos europeus.

Carne bovina no impasse

Ainda de acordo com o Estadão, nas reuniões realizadas em Brasília e Bruxelas, ficou definido que os produtos de origem animal serão analisados separadamente para evitar interrupções amplas no fluxo comercial.

A tendência, diz o jornal, é que setores como frango, suínos, ovos e mel avancem mais rapidamente.

A UE também apontou necessidade de informações adicionais sobre restrições recentes ao uso de antibióticos no Brasil.