
Cientistas identificam fator que reduz risco de demência; saiba qual

Abandonar o hábito de fumar pode contribuir para a redução do risco de demência, revelou uma pesquisa publicada na quarta-feira (20) pela revista Neurology.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China, revela que os benefícios cognitivos da interrupção do tabagismo são significativos, especialmente quando não há um ganho de peso acentuado após a abstinência.
A investigação acompanhou 32.802 participantes, com idade média de 61 anos, durante um período de aproximadamente 10 anos.
O grupo de estudo foi dividido entre fumantes ativos, ex-fumantes e pessoas que nunca haviam fumado.
Ao longo da década, 5.868 participantes desenvolveram quadros de demência. Os dados indicam que o grupo de pessoas que conseguiu parar de fumar apresentou um risco 16% menor de contrair a doença em comparação àqueles que mantiveram o consumo de tabaco.
Relação complexa
O relatório aponta, contudo, para o impacto do ganho de peso decorrente da interrupção do vício. Os cientistas observaram que o aumento de peso pode mitigar os benefícios protetores contra a demência.
Participantes que ganharam mais de 10 quilos após pararem de fumar não apresentaram uma redução estatisticamente relevante na probabilidade de desenvolver a enfermidade.
Por outro lado, aqueles que mantiveram o controle de peso, com ganhos de até cinco quilos, preservaram o menor risco identificado.
A pesquisa destacou que, embora parar de fumar seja um passo crucial para a saúde cerebral, o controle do peso corporal é um aliado fundamental para maximizar os ganhos cognitivos a longo prazo.
