Comércio entre Rússia e China é realizado 'quase que inteiramente' em moedas locais, diz Putin

Presidente russo destacou que o fortalecimento do yuan e do rublo contribuem para planos conjuntos "mais ambiciosos".

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou, nesta terça-feira (19), que o comércio bilateral com a China já é realizado "quase inteiramente" em rublos e yuans.

O intercâmbio comercial entre os países "ultrapassou há muito tempo os US$ 200 bilhões (mais de R$ 1 trilhão)", detalhou Putin. Ele realiza, nesta terça-feira e quarta-feira (20), viagem oficial em Pequim, e falou sobre a amizade entre as nações em discurso direcionado ao povo chinês.

O afastamento das duas potências em relação ao dólar e ao euro nas transações reflete a estabilidade das relações bilaterais e um "compromisso com a cooperação de longo prazo com a Rússia", defendeu o presidente.

De acordo com dados de 2025, do Ministério das Finanças da Rússia, 99,1% das transações comerciais entre Rússia e China são realizadas em moedas nacionais.

Cooperação "sem precedentes"

Segundo o presidente russo, as relações entre Moscou e Pequim atingiram "um nível sem precedentes", marcadas por "compreensão e confiança mútuas" e pela disposição de cooperar "em bases mutuamente benéficas e igualitárias".

Putin também ressaltou o fortalecimento da parceria em diferentes áreas estratégicas. "A Rússia e a China olham para o futuro com confiança e estão desenvolvendo ativamente contatos nas áreas política, econômica e de defesa", afirmou, acrescentando que os dois países trabalham juntos para "aprofundar a cooperação bilateral e impulsionar o desenvolvimento global".

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