O lado russo tem "grandes expectativas" para a visita oficial do presidente Vladimir Putin à China esta semana, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta segunda-feira (18).
"Nossas relações são multifacetadas e abrangem o comércio e a cooperação econômica, bem como o diálogo na área da educação. Este ano, a cooperação está centrada na educação, na medicina e na cultura. Qualquer contato entre presidentes representa um novo impulso para o desenvolvimento", afirmou Peskov.
O porta-voz também foi questionado se a delegação russa na China seria menor do que a do presidente dos EUA, Donald Trump.
"Não competimos [com ninguém] no que diz respeito à composição; estamos desenvolvendo nossas relações com a China", ressaltou o porta-voz. "Não tenho uma lista geral em mãos, mas incluirá todos os vice-primeiros-ministros, ministros e executivos de empresas relevantes que atuam na China".
Peskov respondeu também se a visita de Putin incluirá uma agenda econômica, em particular o projeto Força da Sibéria 2 — um gasoduto planejado que conectará os campos de gás da Sibéria Ocidental à China, passando pela Mongólia. Sua capacidade será de até 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano.
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"Todos os temas serão abordados", comentou Peskov.
- O presidente russo, Vladimir Putin, visitará a China de 19 a 20 de maio. A visita oficial ocorre a convite do presidente chinês, Xi Jinping, e coincide com o 25º aniversário da assinatura do Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação, um pilar das relações entre os dois países.