A União Europeia prepara um plano para obrigar empresas do bloco a comprar componentes críticos de pelo menos três fornecedores diferentes, relatou o Financial Times nesta segunda-feira (18), citando pessoas familiarizadas com o assunto.
O objetivo é reduzir a forte dependência das importações chinesas em setores como o químico e de maquinaria industrial.
A nova regra estabeleceria limites de 30% a 40% no volume de componentes que uma companhia pode adquirir de um único fornecedor. A medida é uma resposta às restrições impostas por Pequim à exportação de tecnologias críticas.
Paralelamente, o comissário de Comércio da UE, Maroš Šefčovič, planeja aplicar tarifas punitivas a produtos chineses para proteger a indústria europeia e reduzir um déficit comercial diário de 1 bilhão de euros (cerca de R$ 5,8 bilhões).
Embora o foco principal seja a China, as regras também mirariam a dependência de poucos países em materiais como hélio e cobalto, essenciais para a produção de semicondutores e baterias.
Os planos serão debatidos no final de maio e, se houver consenso, podem chegar à cúpula de líderes europeus em junho. A estratégia da UE inclui usar sua rede de acordos comerciais com mais de 70 países para fortalecer cadeias alternativas de suprimentos.