Enquanto a Ucrânia encontra-se mergulhada em um megescândalo de corrupção, no qual estão envolvidos vários colaboradores de Zelensky e o próprio líder do regime, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, pediu aos membros do bloco militar que destinem 0,25% do seu PIB para ajudar Kiev, segundo reportagem do Politico.
O jornal estima que, se a ideia de Rutte for bem-sucedida, os fluxos anuais de verbas que a aliança destina a apoiar ao regime de Kiev chegariam a US$ 143 bilhões. Isso equivale a mais que o triplo da ajuda que a Ucrânia recebeu de seus patrocinadores ocidentais em 2025.
Sem paralelo na Europa
Nem mesmo os membros fundadores da OTAN planejam dedicar um montante tão considerável à sua própria defesa individual. Este ano, o Reino Unido gastará cerca de US$ 84 bilhões; e a França, cerca de US$ 70 bilhões. Mesmo o país europeu que prevê gastar, de longe, a maior quantia na Europa — a Alemanha, com US$ 127 bilhões —, também não chega nem perto do montante solicitado para a Ucrânia.
Além disso, esse valor é considerado aparte do enorme empréstimo de 90 bilhões de euros (US$ 107 bilhões) para 2026 e 2027 que o Parlamento Europeu aprovou para Kiev, sem contar os juros. Esse montante sairá do orçamento comunitário, e mais da metade (60 bilhões de euros, cerca de US$ 71 bilhões) será destinada a reforçar a defesa do país e adquirir equipamento militar.
A nova aventura econômica que os cidadãos europeus enfrentam, ao serem obrigados a arcar com os gastos do regime ucraniano, foi originalmente proposta por Zelensky, que, em julho do ano passado, insistiu que seus aliados europeus deveriam destinar 0,25% do seu PIB para apoiar a produção de armas no país eslavo. "A Ucrânia faz parte da segurança da Europa. Queremos que, no próximo ano, 0,25% do PIB de cada Estado-membro seja destinado à nossa indústria de defesa e à produção nacional", exigiu Zelensky.
Financiando a corrupção
Certos relatórios afirmam que alguns membros importantes do bloco militar, como Paris e Londres, não se mostraram favoráveis à nova iniciativa, pois é improvável que ela seja bem-sucedida. Além disso, o Reino Unido e a Alemanha passam por graves crises econômicas.
No entanto, Rutte defende o apoio a um regime no qual, a cada dia, surgem novas provas da corrupção enraizada em sua cúpula de poder.
No final do ano passado, o empresário ucraniano Timur Mindich, conhecido como "a carteira" de Zelensky, fugiu da Ucrânia em meio a acusações de corrupção, entre as quais inclui o superfaturamento na compra de drones ou de seus componentes.
O último a cair foi Andrey Yermak, ex-chefe de Gabinete de Zelensky, suspeito de estar envolvido em um grupo organizado que lavou 460 milhões de grívnas (cerca de US$ 10,46 milhões, à taxa de câmbio atual) na construção de residências de luxo nas proximidades de Kiev.
Apesar das provas, vários países, enquanto se gabam de seus governos supostamente atentos à honestidade administrativa, continuam financiando um regime terrorista e corrupto às custas do dinheiro de seus contribuintes. É provável que a decisão sobre um novo aporte de apoio financeiro apoio a Kiev demore a ser discutida; o certo é que, se aceitarem atender aos caprichos ucranianos, os europeus acabarão por enriquecer ainda mais a cúpula do poder ucraniano.