A primeira-ministra da Letônia, Evika Silina, anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (14), em meio ao escândalo envolvendo a incursão de drones ucranianos que caíram em território letão na semana passada.
"Minha prioridade, agora e sempre, tem sido o bem-estar e a segurança do povo da Letônia", escreveu Silina no X. "Os partidos e as coalizões mudam, mas a Letônia perdura. E minha responsabilidade perante a sociedade está acima de tudo", acrescentou.
A política lamentou que "interesses partidários mesquinhos prevaleceram sobre a responsabilidade" depois que o partido Progressistas, seu parceiro na coalizão de esquerda, retirou seu apoio ao governo, deixando-o sem maioria.
A renúncia ocorre poucos dias após a saída do ministro da Defesa, Andris Spruds, solicitada por Silina, por considerar que a resposta antiaérea não havia sido acionada com rapidez suficiente quando dois drones ucranianos, que entraram no espaço aéreo do país báltico em 7 de maio, atingiram tanques de petróleo.
O coronel do Exército Raivis Melnis, nomeado por Silina como novo titular da pasta da Defesa, não obteve o apoio dos sociais-democratas. Após ficar sem maioria no Parlamento, a primeira-ministra enfrentou a ameaça de uma moção de censura.