
País do BRICS inicia repatriação em massa de ouro armazenado em potência europeia; entenda o motivo

A Índia intensificou o processo de repatriação de suas reservas de ouro mantidas no exterior, conforme recente reportagem do jornal The Times of India.
De acordo com a publicação, entre outubro de 2025 e março de 2026, o Banco Central da Índia (RBI) trouxe de volta ao país 104,2 toneladas métricas do metal precioso.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla: somente entre 2023 e 2025, o RBI já havia repatriado cerca de 280 toneladas de ouro — incluindo 64 toneladas recuperadas no meio de 2025 e aproximadamente 100 toneladas vindas do Reino Unido.
O Banco Central da Índia tem intensificado a repatriação de ouro com objetivos estratégicos claros:
- Reduzir a dependência excessiva do dólar americano;
- Diminuir a vulnerabilidade em relação aos Estados Unidos e ao Reino Unido, que são os dois principais centros de armazenamento de reservas de ouro;
- Proteger-se contra possíveis congelamentos de ativos no contexto de sanções, em meio a uma crescente incerteza geopolítica.
Segundo o jornal, o fortalecimento do controle soberano sobre os ativos tornou-se particularmente urgente depois que "países passaram a tomar decisões unilaterais que causam danos econômicos a outros".
O exemplo mais emblemático citado é o congelamento das reservas russas pelos Estados Unidos e seus aliados após o início da operação especial na Ucrânia — uma ação vista por muitos como uma apropriação de recursos de um Estado soberano.
A Índia, ao repatriar seu ouro, quer evitar esse risco e garantir que suas reservas permaneçam sob controle naciona.
