O diretor-executivo da petrolífera saudita Saudi Aramco, Amin Nasser, afirmou que, diante da guerra no Oriente Médio, o mundo perdeu cerca de 1 bilhão de barris de petróleo nos últimos dois meses e que os mercados de energia levarão tempo para se estabilizar, mesmo que os fluxos sejam retomados, em meio às interrupções no transporte marítimo pelo estreito de Ormuz, informou a Reuters no domingo (10).
"Nosso objetivo é simples: manter a energia fluindo, mesmo quando o sistema encontra-se sob pressão", declarou o executivo.
Nasser afirmou ainda que o bloqueio iraniano do estreito restringiu os embarques e impulsionou os preços após a guerra entre Estados Unidos e Israel. "Reabrir rotas não é o mesmo que normalizar um mercado que foi privado de cerca de 1 bilhão de barris de petróleo". Ele acrescentou que anos de falta de investimentos agravaram a pressão sobre estoques globais que já estavam baixos.
Paralelamente, a Aramco reportou no domingo um aumento de 25% no lucro líquido no primeiro trimestre, para US$ 32,5 bilhões, acima da estimativa consensual do Grupo da Bolsa de Londres, de US$ 30,95 bilhões. A companhia também informou que sua receita total cresceu quase 7% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 115,49 bilhões. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pelos maiores preços e volumes vendidos de petróleo bruto, além de derivados.
A Reuters acrescentou que a empresa opera seu oleoduto Leste-Oeste em capacidade máxima para mitigar o impacto no fornecimento em meio às tensões relacionadas à guerra entre Estados Unidos e Irã e às restrições ao tráfego pelo estreito de Ormuz.