
Irã lança um ultimato sobre o Estreito de Ormuz

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, lançou, nesta sexta-feira (17), um ultimato aos EUA sobre o Estreito de Ormuz, comentando as afirmações de Donald Trump sobre a via marítima.
"Com a continuação do bloqueio, o Estreito de Ormuz não permanecerá aberto", assegurou o alto funcionário em uma publicação no X.
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Além disso, acrescentou que o trânsito pela via marítima "será realizado de acordo com a rota designada e com a autorização do Irã", reagindo à afirmação do mandatário norte-americano de que o Irã aceitou nunca mais voltar a fechar o Estreito de Ormuz.
Ghalibaf publicou sua mensagem depois que Donald Trump anunciou que os EUA só desbloquearão o Estreito de Ormuz quando um acordo com a República Islâmica for assinado.

Falsas afirmações
"O presidente dos EUA fez sete afirmações em uma hora, todas falsas. Não venceram a guerra com estas mentiras e, sem dúvida, não alcançarão nada nas negociações […] a nação iraniana não será afetada por estas artimanhas", manifestou Ghalibaf em sua conta no X.
O premiê teria insinuado também como falsas as afirmações de Trump de que o Irã aceitou interromper o enriquecimento de urânio e entregar todo o seu urânio aos EUA gratuitamente.
Fechado para navios inimigos
- Após a agressão de EUA e Israel, o Irã bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao de Omã, e anunciou que não sairia da região "nem uma única gota de petróleo" por mar, o que disparou os preços dos combustíveis.
- O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) reiterou no dia 11 de março que os navios dos EUA e de seus parceiros não podem atravessar o estreito.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, propôs criar uma coalizão naval para escoltar navios através dessa via. Contudo, vários dos países requisitados por Trump — entre eles, os aliados americanos dentro da OTAN — descartaram o envio de forças militares para a zona do conflito.
- Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, garantiu que a passagem segue aberta e que só está fechada para os navios dos países inimigos. "Permitimos a passagem para a China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão", afirmou o chanceler, que reiterou não haver razão para permitir que seus inimigos transitem pelo acesso.
