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Trump afirma que Irã concordou em entregar "poeira nuclear" aos EUA

O presidente americano também declarou que tem esperanças de que logo firmará um acordo com a República Islâmica.
Trump afirma que Irã concordou em entregar "poeira nuclear" aos EUAKenny Holston-Pool / Gettyimages.ru

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (16) que o Irã concordou em entregar aos EUA a "poeira nuclear" que permaneceu enterrada como resultado dos ataques americanos à infraestrutura nuclear iraniana no ano passado.

"O Irã não possui armas nucleares e já admitiu isso. O Irã reconheceu isso de forma muito enfática. Eles concordaram em nos entregar a poeira nuclear que está no subsolo como resultado do ataque que realizamos com bombardeiros B-2", afirmou Trump, referindo-se ao ataque às instalações nucleares de Fordow, Natanz e Isfahan, realizado com bombas antibunker em 22 de junho de 2015, durante a chamada Guerra dos 12 dias.

O presidente americano também alega que Washington chegou a vários entendimentos com o Irã e diz esperar "algo vai acontecer, algo muito positivo, muito importante", referindo-se a um possível acordo com Teerã.

Segundo o New York Post, cerca de 440 quilos de urânio enriquecido estão enterrados sob as instalações de Fordow, Natanz e Isfahan.

Negociações sem resultado

  • Donald Trump afirmou na terça-feira (14) que novas negociações de paz entre Washington e Teerã poderão ocorrer nos próximos dias.
  • A rodada inicial começou em Islamabad no sábado (11) e terminou no dia seguinte, sem o resultado esperado.
  • Trump atribuiu o fracasso à parte iraniana, que, segundo ele, se recusou a "renunciar às suas ambições nucleares".
  • O mandatário também decidiu ordenar o bloqueio o estreito de Ormuz.
  • O vice-presidente J.D. Vance afirmou que foram alcançados "grandes avanços" nas negociações. Segundo ele, foram definidos os limites e as condições sob as quais Washington está disposto a ceder.
  • Vance acrescentou que o futuro do diálogo dependerá da "flexibilidade" do Irã e de sua disposição em aceitar os "pontos cruciais" apresentados pelos EUA para avançar rumo a um acordo.