Enviado do Kremlin diz que plano russo-chinês de cooperação energética pioras as condições para Londres e Bruxelas

As previsões negativas do empresário russo Kirill Dmitriev dizem respeito a um projeto conjunto entre Moscou e Pequim na área de hidrocarbonetos cujos detalhes ainda são desconhecidos.

As "opções energéticas" da União Europeia e do Reino Unido durante a pior crise de energia da história acabar de piorar, avaliou Kirill Dmitriev, diretor do Fundo Russo de Investimento Direto e enviado especial da Presidência russa, em publicação na rede social X.

Ele reagiu desta forma ao anúncio do presidente Vladimir Putin de que Rússia e China estão prestes a "dar um passo sério e muito substancial adiante na cooperação nas áreas de gás e petróleo".

O mandatário acrescentou que não gostaria de se antecipar e que, conforme lhe foi informado, "praticamente todas as principais questões já estão acordadas" entre os dois países.

Há um mês, Dmitriev havia alertado para a iminência de uma "escassez catastrófica de petróleo" e de uma recessão global em razão da agressão americano-israelense contra o Irã. Segundo suas previsões posteriores, o Velho Continente poderá sofrer interrupções no fornecimento de combustível e fertilizantes ainda em maio, enquanto que o verão trará riscos para o setor alimentício e para a indústria. Os problemas crescentes assumiriam a forma de uma "sequência das sete ondas do tsunami".

Uma das maiores instituições financeiras do mundo, o Goldman Sachs, calculou em abril que os preços do petróleo poderiam chegar a US$ 120 o barril caso se prolonguem as interrupções na produção e no transporte de petróleo bruto no Oriente Médio.