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Israel liberta brasileiro sequestrado em flotilha humanitária para Gaza

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek foram deportados após serem detidos por Israel em águas internacionais. Brasil e Espanha condenaram a ação e cobraram acesso consular.
Israel liberta brasileiro sequestrado em flotilha humanitária para GazaSaeed M. M. T. Jaras/Anadolu

A chancelaria de Israel informou no domingo (10) a libertação de dois ativistas estrangeiros detidos após a interceptação de uma flotilha humanitária com destino a Gaza em águas internacionais.

Entre eles está o brasileiro Thiago Ávila. O outro deportado é Saif Abu Keshek, cidadão hispano-sueco de origem palestina. Ambos integram o comitê diretivo da Global Sumud Flotilla, iniciativa que buscava romper o bloqueio naval israelense e levar ajuda humanitária ao enclave palestino.

Em publicação no X, apoiadores do ativista brasileiro afirmaram ter recebido confirmação da embaixada de que ele deve chegar ao Cairo, no Egito, "em algumas horas".

Segundo ativistas, a Marinha israelense interceptou, no fim de abril, 22 embarcações com 175 participantes nas proximidades de Creta. Eles afirmam que forças israelenses abordaram os barcos, danificaram motores e detiveram parte dos tripulantes.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Abu Keshek é "suspeito de ligação com uma organização terrorista" e que Ávila é "suspeito de atividade ilegal", sem apresentar provas.

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se pronunciou sobre a medida de Israel, classificando-a como "injustificável" e motivo de "grande preocupação".

Em comunicado conjunto, Brasil e Espanha condenaram "o sequestro" de seus cidadãos, exigiram o "retorno imediato" dos ativistas e cobraram acesso consular.

"Esta ação flagrantemente ilegal das autoridades israelenses fora de sua jurisdição constitui um atropelo ao direito internacional, suscetível de ser invocado perante tribunais internacionais", afirmaram os dois países.

  • Durante sua detenção pelas forças de Israel, a mãe de Ávila faleceu, na terça-feira (5). "Teresa Regina é lembrada como uma mulher de alegria e de força admiráveis", indicou a nota do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, instituição onde trabalha sua filha, a agente Luana de Ávila.