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Lula exige soltura do ativista brasileiro Thiago Ávila: 'ação injustificável do governo de Israel'

O presidente classificou a detenção de ativistas da flotilha que levava ajuda humanitária á Gaza como uma ''séria afronta ao direito internacional''.
Lula exige soltura do ativista brasileiro Thiago Ávila: 'ação injustificável do governo de Israel'Aldara Zarraoa / Getty Images / Ohad Zwigenberg

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou a prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila por autoridades israelenses, classificando a medida como "injustificável" e motivo de "grande preocupação". Em publicação feita na terça-feira (5) na rede social X, o chefe de Estado afirmou que a detenção deve ser "condenada por todos".

Segundo Lula, a retenção dos integrantes da flotilha "Global Sumud" em águas internacionais já havia representado uma "séria afronta ao direito internacional". O presidente ressaltou que a situação agrava tensões e levanta questionamentos sobre o respeito às normas que regem a atuação de Estados em território marítimo internacional.

O governo brasileiro, em coordenação com a Espanha — que também teve um cidadão detido —, exige garantias de segurança e a libertação imediata dos ativistas. Lula enfatizou a necessidade de uma resposta rápida, reiterando a posição conjunta dos países pela proteção de seus nacionais e pelo cumprimento do direito internacional.

Entenda

  • A Flotilha Global Sumud, que seguia em direção a Gaza com suprimentos, foi interceptada por forças de Israel em águas internacionais nesta quinta-feira (30).
  • Entre os ativistas detidos, estavam quatro brasileiros.
  • A organização classificou a ação como pirataria e captura de pessoas, afirmando que Israel atua "com total impunidade, muito além de suas próprias fronteiras".
  • Ministros das Relações Exteriores de 11 países, incluindo o Brasil, condenaram em declaração conjunta, na quinta-feira (30), o ataque israelense à Flotilha da Solidariedade Global.
  • Segundo a declaração, a operação israelense representou uma violação direta de normas internacionais. "Os ataques israelenses aos navios e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem uma flagrante violação do direito internacional e do direito internacional humanitário".