
Supercomputador recria evolução do Universo desde o Big Bang até os dias atuais

Cientistas chineses, em colaboração com pesquisadores internacionais, alcançaram um marco na cosmologia ao utilizar uma das maiores simulações já criadas para reconstruir a história do Universo. A informação foi divulgada pelo portal China Daily, na quinta-feira (7).

Através do projeto HyperMillennium, executado em um supercomputador de alto desempenho, foi possível simular o processo evolutivo do cosmos desde o Big Bang até os dias atuais, permitindo observar como as estruturas galácticas se formaram ao longo de 13,8 bilhões de anos.
A simulação abrange um volume de espaço com 12 bilhões de anos-luz de extensão, equivalente a alinhar cerca de 120 mil galáxias como a Via Láctea. No centro do experimento, 4,2 trilhões de partículas virtuais de matéria escura evoluem sob a influência da gravidade. Como a matéria escura é invisível e não emite luz, ela funciona como um "esqueleto" que sustenta a formação das galáxias, sendo um dos maiores mistérios da ciência moderna.
Simulações de ultra-grande escala
"O surgimento de simulações cosmológicas de ultra-grande escala, como o HyperMillennium, visa preencher a lacuna gerada pelo progresso observacional, fornecendo um elo crucial na busca da humanidade para compreender os mistérios finais do Universo", disse Wang Qiao, pesquisador e acadêmico da Academia Chinesa de Engenharia.
O projeto destaca-se por equilibrar escala e resolução, superando limitações de simulações anteriores. Para processar os 13 petabytes de dados gerados — volume comparável a 13 milhões de filmes em alta definição —, foram utilizados 16 mil cartões de processamento durante 18 dias de computação intensa.
Especialistas internacionais classificaram a conquista como uma "maravilha computacional" que ajudará a refinar modelos teóricos sobre a expansão e a composição do Universo.

