
Paquistão reage a suspensão do 'Projeto Liberdade' de Trump em Ormuz

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, agradeceu ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela "coragem" ao anunciar uma pausa em chamado "Projeto Liberdade" no Estreito de Ormuz.

"Agradeço ao presidente Donald Trump por sua liderança corajosa e pelo oportuno anúncio sobre a suspensão do 'Projeto Liberdade' no Estreito de Ormuz", escreveu o premiê paquistanês em sua conta no X.
Segundo Sharif, a decisão de Trump –, tomada após um pedido do Paquistão e de "países irmãos", especialmente da Arábia Saudita e do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman –, deve ajudar a fortalecer a paz, a estabilidade e a reconciliação na região em um momento considerado delicado.
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"O Paquistão segue firmemente comprometido em apoiar todos os esforços que promovam a moderação e uma resolução pacífica dos conflitos por meio do diálogo e da diplomacia", afirmou, ao expressar esperança de que o "impulso atual" leve a um acordo duradouro que garanta paz e estabilidade para a região e "além dela".
Em 21 de abril, o presidente Donald Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, estabelecido 15 dias antes. Ele explicou que a decisão se devia ao fato de que, supostamente, o governo iraniano está "gravemente dividido" e de que os mediadores do Paquistão pediram a Washington que suspendesse seus ataques contra a República Islâmica "até que seus líderes e representantes possam apresentar uma proposta unificada".
Além disso, o mandatário ordenou às Forças Armadas dos EUA que mantivessem o bloqueio naval no estreito de Ormuz e permanecessem em estado de alerta e operacionais.
Em 18 de abril, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que Washington levante completamente o bloqueio naval. "Aproximar-se do estreito de Ormuz será considerado uma cooperação com o inimigo, e a embarcação infratora será atacada", advertiu a entidade.
No domingo, 3 de maio, o presidente republicano anunciou uma iniciativa para liberar os navios retidos no estreito de Ormuz. Segundo Trump, o "Projeto Liberdade" começou na manhã desta segunda-feira (4), no horário do Oriente Médio, com a participação de destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves, plataformas não tripuladas multidomínio, além de 15 mil efetivos das Forças Armadas.
