A decisão dos Estados Unidos de retirar milhares de soldados da Alemanha causou surpresa na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), afirmou a alta representante da União Europeia para Assuntos Exteriores e Política de Segurança, Kaja Kallas nesta segunda-feira (4), à margem da cúpula da Comunidade Política Europeia.
Embora a redução de contingentes americanos na região já fosse objeto de debates há algum tempo, Kallas ressaltou que o momento escolhido para o anúncio foi inesperado.
Para a chefe da diplomacia europeia, a medida evidencia a necessidade de a Europa fortalecer seu próprio pilar de defesa dentro da aliança militar, uma vez que a presença das tropas dos EUA atende não apenas aos interesses do bloco europeu, mas também às prioridades estratégicas de Washington.
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O plano prevê a saída de aproximadamente cinco mil militares do território alemão no período de seis a doze meses. A movimentação ocorre em um contexto de tensões diplomáticas entre o presidente americano, Donald Trump, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, que tinha sinalizado que o Irã estaria "humilhando" os Estados Unidos nas negociações para o fim do conflito no Oriente Médio.