Notícias

OTAN reage à retirada das tropas americanas da Alemanha

"Este ajuste ressalta a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa e assumir uma maior responsabilidade pela nossa segurança comum", afirmou a porta-voz da Aliança.
OTAN reage à retirada das tropas americanas da AlemanhaGettyimages.ru / Sean Gallup

A OTAN "está colaborando com os Estados Unidos" para compreender sua decisão de retirar cerca de 5 mil soldados da Alemanha, informou a porta-voz da Aliança, Allison Hart.

"Este ajuste ressalta a necessidade de a Europa continuar investindo mais em defesa e assumir uma maior responsabilidade pela nossa segurança comum, área em que já se observam avanços desde que os aliados concordaram em investir 5% do PIB na Cúpula da OTAN realizada em Haia no ano passado", escreveu a porta-voz no X.

Além disso, Hart destacou que o bloco militar mantém a confiança na "capacidade de garantir a dissuasão e a defesa à medida que avança essa transição para uma Europa mais forte dentro de uma OTAN mais forte".

Troca de acusações entre Trump e Merz

A decisão dos EUA surge em meio à disputa entre Donald Trump e o chanceler alemão, Friedrich Merz, que declarou nesta segunda-feira (27) que os iranianos "estavam humilhando" Washington nas negociações em andamento para pôr fim ao conflito no Oriente Médio, que já dura dois meses.

Merz também afirmou que se sentia "desiludido" com a abordagem adotada pelos EUA e por Israel contra o Irã e, em vez disso, defendeu a necessidade de a União Europeia trabalhar incansavelmente em busca de uma solução diplomática para o conflito.

Por sua vez, Trump defendeu suas medidas contra Teerã, afirmando que se trata de algo "que outras nações – ou presidentes – deveriam ter feito há muito tempo" e comparou-as com o que, em sua opinião, representa o "fracasso" de Berlim sob a liderança de Merz. "Não é de se admirar que a Alemanha esteja indo tão mal, tanto economicamente quanto em outros aspectos!", comentou.

  • O Exército dos Estados Unidos mantém uma presença maciça na Alemanha desde o pós-guerra da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria. Segundo o Pentágono, em dezembro do ano passado havia mais de 36 mil soldados na ativa destacados em bases por todo o país europeu, além de quase 1,5 mil reservistas e 11,5 mil civis. O país também abriga as sedes do Comando Europeu e do Comando Africano dos EUA, e sua base aérea de Ramstein é um centro fundamental para as operações americanas.