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Moscou critica dois países da OTAN por simulação de ataques nucleares contra território russo

Segundo as informações, ambos os países simularam o uso de ogivas nucleares francesas contra alvos na Rússia e em Belarus.
Moscou critica dois  países da OTAN por  simulação de ataques nucleares contra território russoLegion-media.ru / ZUMA Press, Inc.

O representante permanente da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, dirigiu nesta quinta-feira (30) duras críticas aos exercícios militares da França e da Polônia, nos quais pretendem simular ataques contra alvos em território russo.

"Gostaria de me dirigir separadamente à delegação da França, tão preocupada hoje com os objetivos da não proliferação nuclear: Não foi o seu presidente quem, há um mês, declarou a intenção de iniciar um aumento não transparente do arsenal nuclear francês e, na semana passada, deu início a manobras conjuntas das Forças Aéreas com a Polônia, nas quais serão simulados ataques nucleares contra o território da Rússia?" afirmou.

"O caráter provocador de tal medida ultrapassa os limites", ressaltou Nebenzya.

Na semana passada, o Wirtualna Polska noticiou os próximos exercícios conjuntos entre a França e a Polônia na fronteira oriental da OTAN, principalmente no Mar Báltico e no norte da Polônia, nos quais será simulado o uso de ogivas nucleares francesas contra alvos na Rússia e em Belarus.

Segundo o veículo de comunicação, pilotos poloneses identificarão e reconhecerão alvos, enquanto aviões Rafale franceses, equipados com mísseis ASMP de carga nuclear, realizarão ataques simulados. A decisão se insere na ampliação do "guarda-chuva nuclear" francês após a mudança de doutrina estratégica anunciada pelo presidente Emmanuel Macron em 2 de março, em Brest, que apresenta a Rússia como uma ameaça.

  • Moscou afirmou repetidamente que não planeja atacar a Europa. O presidente russo, Vladimir Putin, destacou que as elites governantes do Velho Continente estão mergulhadas na histeria de que "a guerra com os russos está ao virar da esquina". "É impossível acreditar nisso, embora tentem convencer seu próprio povo", acrescentou.